14/02/2017

Diário do Roacutan #01 - Por que comecei a tomar?

O post de hoje é bem pessoal. Já deixo aqui o meu alerta de textão, porque não está sendo fácil falar mais abertamente sobre esse ponto da minha vidinha, mas como o blog é, antes de mais nada, um grande espaço para o compartilhamento de experiências, nada mais justo do que escrever - e desabafar - sobre uma questão dessas, meio life changing. Senta que lá vem história.

Desde quando comecei a menstruar, com 12 anos de idade, a acne tem sido um problema. A minha pele já é sensível, mas com toda essa mudança que ocorre no corpo nessa fase, ela passou a ter muita oleosidade, e por consequência, os cravos e espinhas começaram a aparecer com certa frequência. O meu rosto, por incrível que pareça, era o menos "castigado" - meus ombros e costas lotaram de espinhas. Elas eram inflamadas, muitas vezes internas, e deixavam minha pele marcada quando estouravam. Os cravinhos eram fundos e também deixavam marcas quando eu tirava.

Depois de aproximadamente um ano nessa situação (com a pele na mesma e minha auto estima tendo altos e baixos), minha mãe resolveu me levar ao dermatologista. Ele me recomendou um sabonete, dois cremes para o rosto e um protetor solar de uso diário. Eles secavam as espinhas, mas a pele ainda inflamava, as marcas continuavam e a frequência era a mesma. Lembro-me de ter ido a mais um ou dois médicos, que me passaram também cremes, pomadas e sabonetes específicos (não lembro o nome de nenhum desses produtos, já que faz muito tempo que eu os usei), mas nada aparentava ter muito resultado. Vez ou outra, eu ainda testava alguns desses produtos de farmácia, como o Acnase ou os da marca Asepxia. Novamente, nenhum deles fazia algo além de secar as espinhas que eu já tinha.

Eu acabei tendo que aprender a lidar com a acne, mas confesso que em certas épocas, era realmente muito complicado não deixar que a auto estima fosse lá pra baixo. Aí, em julho do ano passado, eu comecei a tomar o anticoncepcional Selene, com o objetivo de amenizar minhas espinhas, por recomendação do meu ginecologista. Foi o que mais funcionou pra mim. Perdi grande parte da inflamação nas costas e no rosto, e a acne era bem menos grossa. Porém, mais uma vez, a melhora estagnou, e minha pele continuou com cravos e espinhas, com uma frequência variada.

Nesse ano, então, resolvi que era hora de resolver de vez essa questão e marquei consulta com outra dermatologista, logo na primeira semana de janeiro. Depois de contar todo esse processo pra ela, a possibilidade de tomar o Roacutan me foi apresentada.
Pra quem não conhece, o Roacutan é o nome comercial da isotretinoína, um remédio que age nas glândulas sebáceas para diminuir a produção de sebo, e na inibição de bactérias responsáveis pela inflamação da pele e pelo surgimento de espinhas. (Fonte)
A minha mãe e eu conhecíamos pouquíssimo do remédio, então todas as informações sobre ele nos foram dadas (desde a dosagem indicada para mim até os efeitos colaterais). Conversei com a minha mãe sobre o assunto, e como esse tratamento parecia ser o mais eficiente entre todos os que eu já havia feito, decidi começar. Fiz então os exames de sangue pedidos (o medicamento é muito forte e afeta o corpo de diversas maneiras), e como estava tudo normal, comecei a tomar o remédio. Além disso, comprei vários produtos de pele pra me ajudarem nesse processo (um dos efeitos colaterais é o ressecamento da pele e dos lábios, então comprei hidratante e protetor labial pro resto da vida hahaha).

Essas são algumas fotos do meu rosto hoje, dia 14, totalmente sem edição (também tenho acne nas costas, mas não me sinto confortável em expô-la, espero que entendam!):







Comecei a tomar o remédio no domingo, dia 12 de fevereiro, e estou bem positiva quanto aos seus resultados. A minha dose é de 40 mg/dia, com tempo de tratamento estimado em 6 meses, e espero postar mensalmente sobre o meu progresso com o Roacutan, contando tudo - desde as melhoras/pioras que senti até os efeitos do remédio no meu organismo.

Ah, e vale lembrar que esse remédio é estritamente controlado e muito forte, portanto, você só pode tomá-lo com indicação e acompanhamento médico. Se você acha que o Roacutan pode resolver a sua questão com a acne, consulte um especialista, e então ele - e somente ele - poderá te dizer qual é a melhor forma de tratamento para o seu caso. Esse post não é nenhum tipo de apologia ou incentivo ao uso desse medicamento, é apenas um compartilhamento (de forma leiga e bem pessoal) da minha experiência com o Roacutan.
E vocês? Alguém já fez o tratamento com o Roacutan e tem experiências pra compartilhar? Qualquer história é bem-vinda! <3 

07/02/2017

Links do Mês #01 - Janeiro (2017)



Janeiro já chegou chegando. Teve filme incrível no cinema, teve livro ótimo lido nas férias, teve música boa sendo lançada... e teve muito post e vídeo digno de ser compartilhado. Então, nada melhor do que juntar tudo de maravilhoso que vi na internet ao longo do mês em um post mega especial, não é mesmo? Tem texto reflexivo, post com dicas, clipe musical e lista de metas - enfim, conteúdo pra todos os gostos! Agora é só aproveitar a seleção - e quem sabe, adicionar um desses links nos seus favoritos!

Posts

1. “Enteadas” e “lésbicas”: a relação entre pornografia e violência e por que achamos isso normal no Medium
Uma ótima reflexão sobre a cultura da pornografia que está presente no nosso país, e como isso afeta diretamente a nossa visão sobre o que é violento - e perpetuado de geração pra geração.

2. De Marília Mendonça a Dayse Paparoto: O feminismo espantalho no The Huffington Post
Ao mesmo tempo em que o feminismo tem sido muito mais discutido nos últimos tempos, a distorção de seus reais objetivos e lutas - bem como das pessoas que o defendem - também cresceu. Esse texto faz uma ótima explicação sobre a visão distorcida que muitas mulheres têm em relação ao movimento, e o porquê de, muitas vezes, figuras que representam o feminismo acabam por negá-lo.

3. 6 livros para transformar 2017 em um ano melhor no Serendipity
Há umas semanas voltei a acompanhar assiduamente o blog da Mel, e confesso que estou muito feliz com isso! Esses livros indicados por ela me fizeram ficar muito animada com 2017!

4. Precisamos ser inteiras antes de sermos a metade de alguém no CONTI Outra
Muitas vezes, a gente acaba achando que o único propósito de nossa vida é ter alguém ao nosso lado. Porém, esquecemos que, antes de nos transbordarmos com alguém, devemos nos completar, ser inteiros à nossa maneira, para assim, podermos estar em paz com outra pessoa :)

5. 40 coisas incríveis que você provavelmente não sabia sobre a Emma Stone no BuzzFeed
Quem aí também ficou ainda mais apaixonada pela Emma Stone depois de assistir a La La Land? Pois é, e se você acha que não dá pra gostar mais da atriz, veja esse post! A Emma consegue ser ainda mais incrível do que imaginávamos!

6. 10 coisas pra fazer sua segunda-feira ser seu dia favorito na semana no Like Paradise
A gente não percebe, mas é só chegar o domingo que a depressão por ser um dia pré-segunda já aparece pra nos sugar toda a animação de começar mais uma semana. Esse post me ajudou muito a ver a segunda-feira (e o domingo!) como mais um dia incrível pra aproveitar!

7. Minhas metas para 2017 no O Mundo de Jess
Eu já seguia o perfil da Jess no Instagram, mas nunca havia parado pra entrar no blog dela. Fiquei apaixonada! Esse post me deixou muito motivada pra listar (e cumprir!) minhas metas desse ano.

8. Calendários 2017 para baixar e imprimir no O Mundo de Jess
Outro post da Jess que me ajudou muito! Já imprimi o meu calendário favorito e agora ele faz parte do meu mural!

9. 11 séries e documentários para assistir nas férias no Guia do Estudante
Tirei um tempo das minhas férias pra me dedicar mais a séries e documentários - e confesso que não me arrependo! Com essa lista, minha empolgação pra ver produções desses gêneros só aumentou.

10. Dicas para economizar dinheiro em 2017 no Meninices da Vida
Eu tô com um planos pra juntar um dinheirinho nesse ano, e esse post me ajudou muito a ter uma visão melhor de como correr atrás dessa meta!

Vídeos

1. O clipe de Shape Of You, do Ed Sheeran

Quem aqui também surtou com a volta do Ed Sheeran? O cantor ruivo mais talentoso desse planeta lançou no comecinho de janeiro não só um, mas dois singles incríveis! Shape Of You foi o meu favorito - e agora é só tocar essa música que eu já saio por aí cantando! Estou louca pra ouvir o álbum inteiro!

2. why I love la la land SO MUCH, da doddlevloggle

Passei um bom tempo das férias fuçando no YouTube atrás de canais gringos que me interessassem, e acabei encontrando o trabalho da doodlevloggle. Ela, que além de ter um canal só pros seus (maravilhosos) covers, produz um conteúdo muito divertido de assistir. Esse vídeo, em especial, me representa muito quando o assunto é La La Land. Ah, e amei tanto o filme que estou pensando em fazer um post só sobre ele aqui no blog, o que acham?

3. A Second A Day for a Year, da Morgan Yates


Acabei achando esse vídeo por acaso (nessas sugestões ao lado do vídeo a que você assiste, sabe?) e fiquei encantada pela produção! É sempre legal poder fazer uma retrospectiva do ano que passou, e poder perceber o quanto de coisa legal aconteceu com a gente, e no quanto nós temos a agradecer por esses 365 dias!

4. É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu ♥, da Priscila Carvalho
 


Acompanho o canal da Pri (e o blog dela) há um tempo, e amo ver o conteúdo que ela produz sobre o seu intercâmbio na Irlanda. Vê-la falar sobre o quanto amadureceu nesse processo me deixou muito emocionada - e sonhando com a oportunidade de ter uma experiência dessas na vida!

5. Coisas que aprendi com a vida, da Louie Ponto

Se tem alguém que me encantou totalmente com o conteúdo que produz, essa pessoa foi Louie Ponto. Ela expõe em seu canal o seu ponto de vista sobre assuntos muito pertinentes, de uma maneira clara e leve, e juro que cada vídeo dela me inspirou de uma maneira inacredítável. Esse, em especial, me fez refletir sobre o que eu aprendi até agora, e sobre o que ainda tenho a amadurecer (seja na cabeça ou no coração).
E esse foi o post de hoje, espero que tenham gostado! Contem aí nos comentários: quais foram os seus links favoritos de janeiro? Ah, e quero saber se vocês gostaram desse formato de post! Se sim, prometo que no mês que vem vai ter mais! <3

23/01/2017

Para assistir: Amy



Fico feliz em dizer que, aos poucos, estou abrindo a minha mente em relação aos meus gostos. Tipo, é incrível quanta coisa boa a gente perde por simplesmente sustentar ideias erradas sobre algum filme, estilo musical, ou seriado, por exemplo. Com essa minha paixão absurda por cinema, eu venho assistindo a muitos outros diretores e gêneros fora da minha zona de conforto. Um exemplo disso são os documentários. Por não se basearem na ficção ou contarem com plot twists bem bolados, eu confesso que achava esse gênero entediante, até começar a ver alguns sobre temas que me interessavam. Um deles foi Amy – e eu juro, o efeito que esse filme teve sobre mim foi tão inacreditável, que eu decidi dedicar um post no blog especialmente pra ele. Querem saber mais sobre o longa?

Sinopse: Ainda adolescente, Amy Winehouse já demonstrava para a família o talento vocal que possuía. Aos 18 anos ela já fazia shows na Inglaterra e, com o tempo, passou a ganhar fama. O sucesso do álbum "Back to Black" a tornou uma celebridade mundial, mas também fez com que seus problemas com álcool e drogas aumentassem exponencialmente.


Como vocês viram, o filme conta sobre a vida de Amy Winehouse. Embora eu conhecesse muito do trabalho dela, nunca me identifiquei com o estilo de música que ela cantava. De uns tempos pra cá, pra minha surpresa, ela virou uma das minhas cantoras favoritas, então assim que vi o documentário na Netflix, corri para assistir.

Amy era uma garota incrível, e não digo isso só pelo talento inegável – ela tinha uma alma poderosa. Sua visão de mundo era simples e muito sensível: ela só queria escrever sobre aquilo que passava em seu coração e compartilhar com o mundo através da música. Sua criação foi meio complicada, com o pai ausente e o divórcio de seus pais quando tinha nove anos de idade, o que acentuou ainda mais sua introspecção, e de certo modo, sua personalidade marcada pela rebeldia. Tudo isso, claro, transpareceu na sua música, o estilo marcado pelo jazz e pelas letras bem pessoais.

O filme foca muito na personalidade de Amy e na sua relação consigo mesma e com as pessoas à sua volta. Ele não deixa de falar de seu trabalho como cantora – que chegou ao auge rapidamente e foi se destruindo na mesma velocidade –, mas é interessante ver como Amy não se resumia a isso: ela também tinha altos e baixos, paixões devastadoras e acima de tudo, uma enorme vontade de viver fazendo aquilo que ama.

Contando a história a partir dos amigos, melhores amigas, empresários, produtores e outras pessoas que, de alguma forma, tiveram um papel importante na vida de Amy, o documentário projeta uma imagem até então desconhecida por muitas pessoas da cantora: uma mulher incrivelmente frágil, que teve seus sonhos e vontades engolidos pelo mundo.



O que mais me fascinou foi a abordagem de duas marcas na vida da cantora: o romance tóxico com Blake Fielder-Civil, responsável pelas seus momentos sombrios intimamente ligados às recaídas em relação à bebida e posteriormente, às drogas (que ele apresentou a ela), e  sua relação íntima com a música, e como tiraram isso dela. Amy sempre deixou claro que só queria cantar, porém o mundo mostrou-se cruel demais e acabou não só tirando a essência do trabalho dela, como destruindo todos os motivos felizes e motivações que a faziam continuar nessa jornada. No fundo, ela só tinha um pedido simples ao mundo, que não soube respondê-lo com afeto.

Recheado de depoimentos pessoais, vídeos caseiros e fotos de tabloides, a produção permite que, em seus 128 minutos de duração, você abra os olhos não só para admirar o trabalho de Amy, como entender que o mundo pode ser muito mais cruel do que a gente imagina. Ela foi uma vítima perfeita do efeito catastrófico que a mídia desesperada, a fama prematura e as pessoas erradas podem causar em uma pessoa que só queria expressar aquilo que sente, sem a necessidade de julgamentos.

Nota final: ★★★★★ (5/5)


Espero que tenham gostado da resenha, galera! Confesso que fiquei bem emotiva escrevendo esse post! Agora contem aí nos comentários: já viram o filme? Se sim, o que acharam? Vocês têm algum documentário legal pra me indicar? Sugestões são sempre bem-vindas!