12/08/2017

Diário do Roacutan #06 - Quinto mês


Julho já acabou, mas deixou por aqui mais um Diário do Roacutan. Esse é o penúltimo mês em que eu estarei narrando como está sendo todo esse processo, mas pretendo aparecer por aqui, depois que o tratamento acabar, com um ou outro post falando um pouco mais sobre como estou me sentindo em relação a essa grande mudança na minha vida. Enquanto esses planos não chegam, estou aqui mais uma vez para compartilhar o meu (quinto!) mês de Roacutan com vocês. Espero que gostem!
Esse remédio é estritamente controlado e muito forte, portanto, você só pode tomá-lo com indicação e acompanhamento médico. Se você acha que o Roacutan pode resolver a sua questão com a acne, consulte um especialista, e então ele - e somente ele - poderá te dizer qual é a melhor forma de tratamento para o seu caso. Esse post não é nenhum tipo de apologia ou incentivo ao uso desse medicamento, é apenas um compartilhamento (de forma leiga e bem pessoal) da minha experiência com o Roacutan.
O quinto mês começou dentro da rotina, no dia 04 de Julho. Era pra eu ter começado um pouco mais cedo, mas, por conta das férias e com a rotina meio bagunçada, acabei esquecendo de tomar o remédio algumas vezes. Pouco antes, eu havia tido minha consulta de retorno, e a minha dermatologista havia me avisado que eu teria de fazer exames de sangue para ela poder ver como o tratamento estava sendo assimilado pelo meu corpo até o momento.

Julho foi um mês que fez bastante frio aqui em São Paulo, então minha pele foi bem castigada por um tempo. Pra piorar, como eu tenho rinite alérgica, passei muitos dias com a alergia atacada, e com o tanto de vezes que espirrava e assoava o nariz, a região em volta dele acabou ficando bastante ressecada. O lábio, por consequência, acabou ficando bastante rachado também. Por isso, não havia noite em que eu não dormia com o rosto cheio de creme e Bepantol, hehe.

Já sobre a pele, parece que o período de recaída passou, porque não tive espinhas ou cravos durante esse tempo. É até meio louco digitar isso, porque parecia que nunca iria acontecer! A vermelhidão do rosto passou, e a pele tá beeeem lisinha. Quase não vejo região do rosto que ainda tenha marca de acne, ou precise de um cuidado mais específico. Tô feliz demais!

E aqui estão os registros, sem edição, desse mês de tratamento:








Minhas costas continuam lisinhas, assim como no último mês. Não tenho marcas da acne que saiu, nem nas costas, nem na parte superior das coxas, como eu tinha anteriormente. Tá tudo lindo, haha <3

E em relação aos meus exames de sangue, vi os respectivos resultados no meu retorno na dermatologista, que foi no dia 21 de Julho. A médica disse que o meu colesterol deu uma leve aumentada, mas nada muito preocupante; a surpresa maior mesmo foi com o aumento dos meus triglicérides. Porém, como era algo de se esperar ao longo do tratamento, não precisei ficar assustada. A tendência é normalizar aos poucos, já que o tratamento não irá se estender para além de agosto.

Ah, e hoje eu iniciei oficialmente minha última caixa de Roacutan! Nem consigo acreditar em como passou rápido - e fico mais chocada ainda quando comparo minhas fotos de seis meses atrás com as de agora. Tá tudo tão diferente, no exterior e no interior. Obrigada por me acompanharem durante toda essa série de posts!
Espero que tenham gostado do post de hoje! O próximo Diário do Roacutan irá demorar um pouco mais pra sair, porque meu retorno será apenas no comecinho de outubro. Enquanto isso, irei continuar aqui no blog com outros posts <3 

03/08/2017

Defensora dos blogs



Eu me encontro no mundo dos blogs há bastante tempo. Ainda lembro do dia em que li inocentemente uma matéria na Revista Recreio sobre criar um blog, e resolvi mandar um bilhetinho discreto pra minha mãe perguntando se eu podia criar uma página digna de ser o meu espacinho na internet. Com a aprovação dela, lá fui eu me cadastrar na plataforma mais simples da vida para, enfim, ter um blog para chamar de meu.

No início, o layout era simples, e as palavras, meio desajustadas. Mas eu adorava! Eu lembro dos meus primeiros posts, em como eu falava para absolutamente todo mundo sobre o blog, e como eu podia passar horas e horas apenas visitando outros blogs e comentando nos posts que eu mais gostava.

Com o tempo, eu fui entendendo como esse universo tão incrivelmente vasto - e vulneravelmente pessoal - funcionava. Passei de posts pré-copiados a reflexões pessoais e indicações do que conquistava um espacinho no meu coração naquele momento. Estou longe de ser uma blogueira perfeita, mas posso dizer que cresci muito através desse espaço - seja ele nomeado como Blog da Malu, Balas e Chicletes, Menina Moderna... ou Aquela Malu.

Hoje, o boom dos blogs deu uma acalmada, e o YouTube tomou conta da cabeça de todo mundo. Não tô aqui pra falar (mal) do YouTube, afinal, passo boa parte do meu dia assistindo aos conteúdos incríveis produzidos nessa plataforma. Mas eu sinto saudade.

Sinto saudade da expectativa que era abrir um blog que eu amava e ver que tinha post novo; do fascínio geral que se instaurava quando mudava-se o layout do blog; da entrega que a gente sentia quando escrevia um post ou lia um texto em que você sentia todo o sentimento da blogueira em cada letra digitada.

A Bruna Vieira recentemente postou esse vídeo sobre o ambiente virtual, e em especial os blogs, e foi como um quentinho no coração (❤) pra mim. Eu acho que, desde que as plataformas virtuais passaram a representar uma grande oportunidade de negócio, as coisas meio que passaram a ser mais sobre números e menos sobre compartilhar algo de positivo com quem está do outro lado da tela. E o blog sempre me representou um refúgio nesse sentido. Aprendi e descobri muita coisa com os blogs e eu queria, de coração, que mais gente também tivesse - e não esquecesse - essa experiência.

Tenho amigas virtuais até hoje, desenvolvi a minha escrita, aprendi sobre HTML, descobri grandes gostos, tudo através do blog. Isso porque antes a gente focava muito mais em assimilar o melhor de cada post do que simplesmente dar e ter visualizações (mesmo eu sabendo que apenas uma parte do público online é assim, sinto isso se tornando cada vez mais comum). Quando digo que sinto saudade, é daquela coisa simples e aconchegante que a gente sente quando vê ou faz um trabalho com um propósito.

Para criar um blog, é só preciso uma página na internet e ter algo a dizer. Talvez seja por isso que tanta gente já teve um blog em algum momento da vida - nós sempre temos algo a compartilhar.

Enquanto a galera cria blogs e os desfaz, eu continuo aqui no Aquela Malu, pra compartilhar aquilo que fez o meu dia ser diferente, aquilo que fez meus olhos brilharem, ou aquilo que deixou o meu coração mais leve.

E eu não irei abrir mão disso tão cedo.